Andorinhas Esvoaçam
aos Últimos Raios de Luz

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O sol abraça a serra devagar,
Em Águas Frias tomba a tarde calma,
Um fogo brando acende o fim do dia,
E um ouro antigo banha a nossa alma.
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Lá no alto, rasgando o céu ardente,
Pequenas sombras bailam no arrebol,
São andorinhas num festim cadente,
A despedir-se do calor do sol.
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O vale dorme em tons de negro e breu,
Enquanto as nuvens guardam luz dourada,
Um voo ágil traça o véu do céu,
Na doce paz da terra sossegada.
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Esvoaçam finas, donas do momento,
Nos últimos raios que o poente seduz,
Riscos de vida nas asas do vento,
Bebendo a glória de um mar de luz.
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A fotografia capta na perfeição a magia nostálgica dos fins de tarde em Trás-os-Montes, onde o contraste entre o negrume dos vales e o esplendor rasgado dos céus oferece um palco perfeito para o voo livre e efémero das andorinhas.
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Poema & Fotografia: ©MárioSilva
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