MARYUS _ Fotografia_Pintura_AI

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"Não tenho nenhum talento especial.
Apenas sou apaixonadamente curioso."
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A Renda do Céu: A Claraboia Artística nos Telhados de Chaves

Fotografia de Mário Silva

A Renda do Céu:

A Claraboia Artística

nos Telhados de Chaves

Nos cimos da arquitetura civil flaviense, onde os telhados tradicionais se erguem para encontrar o azul transmontano, a luz não é apenas acolhida; é celebrada.

Na fotografia de Mário Silva, intitulada "Claraboia artística", o olhar eleva-se até ao cume de uma habitação em Chaves para descobrir um minucioso trabalho de ferro e vidro que transforma a necessidade de iluminação interior num hino à elegância urbana.

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A Escultura Suspensa no Ar

A composição fotográfica coloca em primeiro plano a mestria dos antigos artesãos do ferro e a poética do detalhe arquitetónico que enriquece o património edificado da cidade:

A Coroa Rendilhada: Sobre o topo da lanterna cónica de vidro, ergue-se uma estrutura de ferro forjado pintada de branco que se desdobra em volutes, espirais e arabescos delicados.

Como uma coroa trabalhada, esta gaiola ornamental enobrece o ponto de entrada da luz, criando um jogo fluido de sombras projetadas sobre o vidro à medida que o sol cruza o céu.

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O Sentinela dos Ventos: No topo do mastro vertical, destaca-se o catavento recortado na forma tradicional de um galo.

Atento às brisas que sopram do vale do Tâmega e das montanhas circundantes, o galo aponta os rumos do vento, unindo a utilidade do indicador meteorológico ao encanto da arte decorativa.

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O Remate com o Céu: Coroando a ponta da haste, um pequeno remate cruciforme arremata a peça contra a imensidão do firmamento, ancorando o conjunto na tradição estética e simbólica da arquitetura nortenha.

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“A claraboia é o olho da casa virado para as estrelas; mas, quando o ferro se faz renda e o vento ganha a forma de um galo, o próprio telhado transforma-se num poema dedicado à luz.”

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Neste registo, o fundo de azuis suaves e nuvens rasgadas funciona como uma tela que destaca a silhueta graciosa do conjunto.

Mário Silva convida-nos a erguer os olhos da calçada e a descobrir que, no topo das velhas casas de Chaves, a arte continua suspensa no tempo, desenhando rendas de ferro contra o vento.

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Ao contemplar este rendilhado que embeleza os céus de Chaves, costuma reparar nestes pormenores artísticos que se escondem nas alturas das nossas cidades e vilas históricas?

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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