Pintores Flavienses (já reconhecidos)
e outros pintores
Chaves, uma cidade histórica no norte de Portugal, tem uma rica tradição cultural que se reflete nas artes visuais.
Os pintores flavienses, tanto os antigos como os contemporâneos, contribuíram para o património artístico da região, capturando a essência da paisagem transmontana, a identidade local e as transformações sociais ao longo do tempo.
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Cândido Sotto Mayor (1852–1932)
Cândido Sotto Mayor é uma figura central na história da pintura flaviense.
Natural de Chaves, este pintor do século XIX destacou-se pelas suas paisagens e cenas rurais que retratavam a beleza natural de Trás-os-Montes.
As suas obras, marcadas por um estilo realista, capturavam a luz e as cores das montanhas, rios e campos da região.
Sotto Mayor também era conhecido por retratar costumes locais, como feiras e romarias, preservando a memória cultural flaviense.
Algumas das suas telas mais conhecidas estão expostas no Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Tâmega, em Chaves.
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António Pimentel (1870–1945)
Outro nome relevante é António Pimentel, cuja obra se centrou em retratos e cenas históricas.
Influenciado pelo romantismo e pelo naturalismo, Pimentel trouxe para as suas telas a dignidade das gentes de Chaves, com ênfase nos rostos expressivos e no vestuário tradicionais.
As suas pinturas, muitas vezes de cariz religioso, adornaram igrejas locais, como a Igreja de Santa Maria Maior, contribuindo para o legado artístico da cidade.
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Graça Morais (n. 1948)
Embora nascida em Vila Flor, Graça Morais é frequentemente associada a Chaves devido à sua forte ligação com a região transmontana.
Considerada uma das mais importantes pintoras portuguesas contemporâneas, o seu trabalho reflete a alma de Trás-os-Montes, com uma abordagem expressionista.
As suas obras abordam temas como a ruralidade, a memória coletiva e a condição humana, muitas vezes com um toque de crítica social.
Em Chaves, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, inaugurado em 2008, celebra o seu contributo, exibindo um vasto conjunto de pinturas e desenhos que dialogam com a identidade da região.
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Nadir Afonso (1920–2013)
Nadir Afonso, nascido em Chaves, é um dos mais célebres artistas portugueses do século XX.
Arquiteto de formação, Nadir desenvolveu um estilo geométrico-abstrato, influenciado pelo modernismo e pela sua colaboração com figuras como Le Corbusier.
As suas obras, caracterizadas por formas geométricas precisas e cores vibrantes, transcendem a representação literal da realidade, mas mantêm uma ligação subtil com as paisagens estruturadas de Chaves, como os padrões das vinhas e dos campos agrícolas.
A Fundação Nadir Afonso, em Chaves, é um marco cultural que preserva o seu legado.
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José Rodrigues (n. 1956)
José Rodrigues é um pintor flaviense contemporâneo cujo trabalho combina técnicas tradicionais com uma sensibilidade moderna.
As suas obras exploram a paisagem urbana e rural de Chaves, com ênfase em texturas e jogos de luz.
Rodrigues é conhecido por exposições regulares em galerias locais e regionais, sendo uma figura ativa na promoção da arte em Chaves.
O seu estilo realista, com influências impressionistas, capta a essência da vida quotidiana flaviense, desde as margens do rio Tâmega até aos mercados locais.
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Os pintores flavienses, antigos e contemporâneos, têm desempenhado um papel crucial na construção da identidade cultural de Chaves.
Através das suas obras, preservam a memória histórica, celebram a paisagem transmontana e dialogam com as transformações do presente.
Instituições como o Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Tâmega e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais continuam a promover o trabalho destes artistas, garantindo que o legado artístico de Chaves permaneça vivo e inspirador.
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Brevemente irei dar a conhecer outros excelentes artistas flavienses que estão, atualmente em plena atividade, com excecionais obras que dignificam Chaves, Portugal e o Mundo …
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Texto & vídeo: ©MárioSilva
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