MARYUS _ Fotografia_Pintura_AI

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"Não tenho nenhum talento especial.
Apenas sou apaixonadamente curioso."
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"Natureza morta floral" (1910) - Ernesto Ferreira Condeixa (1858-1933)

"Natureza morta floral" (1910)


Ernesto Ferreira Condeixa (1858-1933)


J21 Natureza morta floral, 1910 - Ernesto Ferreira Condeixa (1858-1933)


Ernesto Ferreira Condeixa nasceu em Lisboa, em 1858, e faleceu na mesma cidade, 1933.


Foi um pintor português que se notabilizou na pintura de cenas históricas e como retratista.


Iniciou os seus estudos artísticos na Academia de Belas-Artes de Lisboa, sob a orientação de Miguel Ângelo Lupi. Em 1880, obteve uma bolsa de estudo do governo português para estudar em Paris, onde frequentou a École des Beaux-Arts, tendo como professor Alexandre Cabanel, um dos principais representantes do academicismo francês.


Em Paris, Condeixa frequentou também o atelier de Léon Bonnat, outro pintor academicista de renome. A influência destes dois mestres é evidente na sua obra, que se caracteriza por um estilo realista e academicista, com uma forte preocupação pela beleza formal e pelo rigor técnico.


Ao regressar a Portugal, Condeixa iniciou uma carreira brilhante como pintor. Foi um dos artistas mais premiados da sua época, tendo conquistado medalhas de ouro em diversas exposições nacionais e internacionais.


A sua obra inclui uma vasta gama de temas, desde cenas históricas e retratos a paisagens e naturezas-mortas. No entanto, é nas cenas históricas que Condeixa se destacou mais, tendo pintado quadros sobre episódios importantes da história de Portugal, como a conquista de Malaca, a batalha de Aljubarrota ou a morte de D. João II.


Os seus retratos são também de grande qualidade, e incluem retratos de personalidades como o rei D. Carlos I, o escritor Eça de Queiroz ou o poeta João de Deus.


Condeixa foi também um importante professor de pintura. Foi professor e diretor da Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde formou várias gerações de pintores portugueses.


A sua obra é um dos mais importantes contributos para a pintura portuguesa do século XIX. É um exemplo do melhor do academicismo português, e é uma referência obrigatória para todos os amantes da arte portuguesa.


A sua obra encontra-se representada em diversos museus e coleções públicas e privadas de Portugal, bem como em coleções particulares de todo o mundo.


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