MARYUS _ Fotografia_Pintura_AI

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"Não tenho nenhum talento especial.
Apenas sou apaixonadamente curioso."
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"HALLOWEEN é o dia em que todos fingem ser maus; o NATAL é a época em que até as pessoas más fingem ser boazinhas."

Obra digital (IA) sob a curadoria de Mário Silva

 

"HALLOWEEN é o dia em que todos fingem ser maus;

o NATAL é a época em que até as pessoas más

fingem ser boazinhas."

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O Grande Teatrinho do Calendário:

Quando as Máscaras Trocam de Papel

A obra apresentada sob a curadoria de Mário Silva capta, numa só imagem dividida ao meio, uma das maiores contradições da natureza humana.

De um lado, sob o tom sombrio e gótico das pedras da aldeia, o Halloween: o único dia em que a sociedade nos dá licença poética para vestirmos a capa de vilão.

Do outro, envolvido em luzes quentes e flocos de neve, o Natal: o período do ano em que ocorre o milagre anual da metamorfose moral.

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A premissa é tão simples quanto acutilante: "Halloween é o dia em que todos fingem ser maus; o Natal é a época em que até as pessoas más fingem ser boazinhas."

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Halloween: A Libertação Honestamente Falsa

No Halloween, há uma honestidade brutal no fingimento.

As crianças vestem-se de esqueletos e diabretes, as calçadas enchem-se de abóboras de sorriso maquiavélico e o objetivo é claro: assustar, pedir doces e ameaçar com "travessuras".

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O mais curioso é que, ao fingirmos ser maus por uma noite, estamos apenas a fazer um exercício saudável de catarse.

Pomos uma máscara de bruxa ou de vampiro para canalizar aquele mau feitio que fomos obrigados a engolir no trânsito ou nas reuniões de condomínio ao longo de todo o ano.

 No Halloween, a malvadez é teatral, assumida e, acima de tudo, inofensiva.

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Natal: O Óscar da Falsidade Bem-Intencionada

Avancemos dois meses no calendário e a mesma aldeia de pedra transforma-se num cenário de postal natalício.

Apagam-se as abóboras, acendem-se as luzinhas piscantes e entra em cena o verdadeiro desafio diplomático.

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No Natal, o rigor do guião exige sorrisos ininterruptos, abraços calorosos a parentes com quem não falamos desde o Natal anterior e a troca de presentes embrulhados com fitas reluzentes.

É a época de ouro em que o vizinho que passa o ano a fazer queixa do barulho subitamente oferece uma caixa de chocolates, e aquele colega de trabalho que lhe passou à frente na promoção lhe deseja "Boas Festas" com uma lágrima no canto do olho.

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A bondade natalícia é quase uma obrigação cívica.

Fingir ser "bonzinho" durante o mês de dezembro dá um trabalho colossal, mas todos desempenham o seu papel com uma mestria digna de Hollywood.

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O Veredicto das Duas Estações

Ao olhar para a composição visual, torna-se impossível não sorrir perante a ironia da vida em comunidade:

Halloween - Pessoas boas fingem ser terríveis monstros - Divertimento puro e consumo de açúcar sem culpa.

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Natal - Pessoas (mesmo as más) fingem ser anjos de virtude - Manter a paz familiar e evitar conflitos à mesa da consoada.

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No fundo, a “fotografia” sob o olhar atento de Mário Silva lembra-nos de que a vida em sociedade é uma constante troca de figurinos.

Se no Halloween o horror é divertido e declarado, no Natal a doçura é, muitas vezes, uma estratégia de sobrevivência.

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Resta-nos decidir em qual dos dois lados da rua preferimos caminhar — se com a vassoura de bruxa na mão ou com o gorro de Pai Natal na cabeça!

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Texto & Fotografia digital (IA): ©MárioSilva

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