MARYUS _ Fotografia_Pintura_AI

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"Não tenho nenhum talento especial.
Apenas sou apaixonadamente curioso."
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"Chegou o carteiro... das 9 p'rás 10" – Mário Silva (IA)

Obra digital (IA) sob a curadoria de Mário Silva

"Chegou o carteiro... das 9 p'rás 10"

 Mário Silva (IA)

Esta criação digital, gerada por Inteligência Artificial sob a curadoria de Mário Silva, adota uma estética vibrante em impasto, simulando camadas densas e expressivas de tinta a óleo aplicadas com espátula.

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O Carteiro: No centro da composição, um carteiro de olhar sereno e bigode tradicional enverga o uniforme clássico azul dos CTT, composto por casaco e boné com o emblema oficial.

A tiracolo, carrega a histórica mala de couro castanho com a efígie do mensageiro a cavalo.

Concentrado, manuseia um maço de cartas em papel.

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O Cenário de Aldeia: A cena decorre numa ruela de calçada, ladeada por casas caiadas de branco com rodapés azuis.

Na parede da esquerda, destacam-se uma caixa de correio vermelha em ferro e uma placa em azulejo com a inscrição "CORREIO DE PORTUGAL".

Ao fundo, sobressaem flores em trepadeira e a torre sineira de uma igreja.

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Textura e Luz: As pinceladas volumosas conferem uma qualidade tátil à farda, às pedras do pavimento e ao casario, captando a claridade radiosa de uma manhã portuguesa.

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Marca de Curadoria: No canto inferior direito, surge o selo circular com as iniciais "MS".

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O Carteiro e o Ritual da Espera

A expressão "das 9 p'rás 10" faz parte do léxico afetivo português.

Designava aquela janela temporal sagrada da manhã em que o som dos passos na calçada ou o bater à porta anunciavam a chegada do carteiro.

O título da obra "Chegou o carteiro... das 9 p'rás 10" evoca não apenas um horário de distribuição, mas todo um modo de vida pautado pela expetativa e pelo valor da palavra escrita.

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Antes da imediatez das notificações digitais e das caixas de entrada virtuais, a chegada do correio era um acontecimento comunitário.

O carteiro não transportava apenas faturas ou avisos; carregava nos ombros notícias de familiares emigrados, cartas de amor dobradas em papel fino, postais ilustrados de férias e a ligação tangível entre pessoas separadas pela distância.

Era uma figura de confiança absoluta, integrada no quotidiano das vilas e aldeias, que conhecia cada habitante pelo nome.

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A opção estilística do impasto reforça essa dimensão de tangibilidade.

A densidade do traço e a riqueza do relevo espelham o próprio peso físico do papel e do couro, num contraste intencional com a volatilidade do mundo moderno.

A presença do azulejo tradicional e do azul e branco da arquitetura vernacular ancora a cena na identidade cultural portuguesa.

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Esta obra funciona como uma janela de nostalgia e uma homenagem a uma profissão que humanizava as ruas.

Celebrar o "carteiro das 9 p'rás 10" é resgatar a importância de saber esperar, num tempo em que as melhores notícias ainda vinham dobradas dentro de um envelope.

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Texto & Obra digital (IA): ©MárioSilva

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