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A partida de xadrez
Maria Helena Vieira da Silva

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Vieira da Silva nasceu em Lisboa e foi lá que começou os seus estudos, na Academia de Belas Artes. No entanto, antes, e por influência do seu pai, que era diplomata, viajou um pouco por todo o mundo, entrando em contacto com diferentes grupos artísticos de cariz vanguardista, desde os futuristas até à companhia Ballets Russes.
No entanto, como mestres, teve a sua conterrânea Emília dos Santos Braga, também ela uma pintora de renome nacional à data, e Armando de Lucena, mas também o professor de Henri Matisse, o francês Antoine Bourdelle, que lhe ensinou a esculpir, entre outras referências em Paris, para onde foi em 1928, com 21 anos, para estudar escultura, embora mudasse de rumo um ano depois, quando se decidiu focar na pintura.
Preparou, desde logo, as suas obras para expor e conheceu o seu futuro marido, o húngaro Árpád Szenes, com quem se casou em 1930 (contrairiam matrimónio religioso em 1936, fruto dos ataques antissemitas que começavam a grassar na Europa, já que Szenes era judeu).
Tornar-se-iam ambos apátridas e assistiriam a Vieira da Silva a expor no Salon d’Automne e no Salon des Surindénpendants.
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