MARYUS _ Fotografia_Pintura_AI

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"Não tenho nenhum talento especial.
Apenas sou apaixonadamente curioso."
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"É outono ... e então?!!!" – Mário Silva (IA)

Ilustração digital (IA) sob a curadoria de Mário Silva

"É outono ... e então?!!!"

Mário Silva (IA)

Esta ilustração digital, sob a curadoria de Mário Silva, reveste-se de uma marcante estética expressionista, pautada por uma densa e vigorosa textura em impasto que evoca a pincelada dramática e turbulenta de Van Gogh.  

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A Figura Central: Em primeiro plano caminha um homem magro de feições caricaturais e expressivas — cabelo desarranjado pelo vento, um nariz adunco e comprido e um sorriso descontraído, quase alheio à intempérie que o cerca.

Veste um sobretudo castanho com a gola erguida, calças escuras e um cachecol às riscas ao pescoço.  

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A Bicicleta e a Árvore: À sua direita, encostada ao tronco espesso de uma majestosa árvore de folhagem dourada e avermelhada, repousa uma bicicleta clássica com um cesto de verga a transbordar de folhas secas do ácer.

As folhas caem em remoinho, forrando o chão de paralelepípedos.  

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O Dualismo do Cenário: A paisagem divide-se em duas atmosferas antagónicas: do lado direito, uma luz quente e dourada de entardecer envolve a árvore e uma silhueta distante de um castelo/cidade; do lado esquerdo, sobre um mar revolto e uma mansão gótica no penhasco, rompe um céu tempestuoso e noturno iluminado por um corisco de trovoada.  

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Selo de Curadoria: No canto inferior direito, sobre as folhas secas que cobrem a calçada, sobressai o selo circular dourado com as iniciais "MS".  

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“Veio o Outono? Epá, Ca#uei!

Metam Mais Castanhas no Assador!”

Ano após ano é a mesma história com a treta do Outono.

É só a folha da árvore começar a ficar amarela e dar três espirros no ar que começa logo a choradeira nas redes sociais.

"Ai que nostalgia...", "ai a melancolia das tardes cinzentas...", "ai que saudade do verão e da praia...".

Haja paciência para tanta pieguice!

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O gajo da ilustração acima é que percebeu tudo.

O mundo a cair aos bocados atrás dele — de um lado tempestade, raios, trovoada e uma casa à beira do precipício que parece a casa da Família Addams; do outro, a folhagem seca a cair aos quilos e um vento de rachar — e o gajo vai ali, a passear à vontadinha da sua vida, de mãos nos bolsos e com um sorriso de quem acabou de enfardar duas bifanas com molho picante.

É a verdadeira filosofia do "É outono... e então?!!!"  

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Acabou o verão?

Graças a Deus!

Acabaram-se os escaldões nas costas, o suor nas virilhas, a areia espetada em sítios onde a luz do sol não entra e as filas de trânsito para ir a banhos.

Agora sim, carvalho: vem a chuva, veste-se o casaco velhinho, calçam-se as botas e mete-se um cachecol ao pescoço que até dá um ar de intelectual da treta.  

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Se a vida te dá vento, tu metes as folhas no cesto da bicla, pegas na mulher ou vais sozinho e dás uma volta pelo estradão.

E quando a trovoada desabar a sério, em vez de ficares a choramingar pelos cantos, metes-te na primeira tasca que encontrares, pedes uma dúzia de castanhas assadas a estalar, um copo de água-pé ou de vinho novo e mandas o mau tempo dar uma volta ao bilhar grande.

O Outono não é para ter pena de nós próprios; é para ir à vida com a cabeça no ar e rir na cara do vento!  

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Ao observar a atitude despreocupada deste passeante enquanto o céu se divide entre o sol e a trovoada, considera que o Outono é uma estação que convida ao recolhimento e à nostalgia ou é, na verdade, a altura ideal para encarar os dias cinzentos com um bom bocado de ironia e bom humor?

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Texto & Ilustração digital (IA): ©MárioSilva

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