MARYUS _ Fotografia_Pintura_AI

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"Não tenho nenhum talento especial.
Apenas sou apaixonadamente curioso."
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"Dia Mundial da Alimentação" – Mário Silva (IA)

Ilustração digital (IA) sob a curadoria de Mário Silva

"Dia Mundial da Alimentação"

Mário Silva (IA)

Esta , sob a curadoria de Mário Silva, adota uma linguagem visual vibrante, de estilo alegórico e pedagógico, caracterizada por uma densa e expressiva textura em impasto que confere relevo e calor à cena.

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O Planeta e a Abundância: No centro da composição destaca-se um Globo Terrestre antropomórfico, sorridente, que abraça com dois braços azuis um grande cesto em forma de ninho.

Dentro do cesto, sobre terra fértil da qual brota um pequeno rebento, repousam variados produtos agrícolas: uma abóbora, maçãs, espigas de milho, tomates e bagas.

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As Figuras Humanas: Em redor do planeta posicionam-se adultos e crianças de feições expressivas e alegres.

Um agricultor de chapéu de palha segura uma enxada, uma mulher carrega uma tigela com vegetais, uma menina segura um cesto de bananas e citrinos, e um rapaz saboreia uma fatia de melancia.

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A Mensagem e os Cartazes: A imagem é acompanhada por várias inscrições em português com forte pendor educativo: no topo lê-se "DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO - 16 DE OUTUBRO" e

"NUTRIR o planeta, é SEMEAR o AMANHÃ".

Na parte inferior, placas de madeira e recipientes reforçam mensagens diretas:

"COMIDA É DIREITO.

NÃO É DESPERDÍCIO.

É VIDA.

É FUTURO.

É PARA TODOS!",

 "DESPERDÍCIO NÃO ALIMENTA NINGUÉM!" e,

num regador azul, "EDUCAÇÃO, CONSCIÊNCIA, AÇÃO".

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O Cenário de Fundo: A paisagem divide-se entre um ambiente agrícola com tratores a trabalhar a terra à esquerda e uma área industrial com chaminés à direita, sob um céu azul e luminoso.

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Selo de Curadoria: No canto inferior direito, junto ao regador, encontra-se impresso o selo circular dourado com as iniciais "MS".

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O Paradoxo da Abundância

A Responsabilidade Global

perante o Desperdício Alimentar

O Dia Mundial da Alimentação, assinalado anualmente a 16 de outubro, não é apenas um momento de celebração das colheitas ou da biodiversidade agrícola; é, antes de mais, uma chamada de atenção ética para a maior contradição do mundo contemporâneo.

Produzimos, hoje, comida mais do que suficiente para alimentar toda a população do planeta.

No entanto, centenas de milhões de pessoas continuam a enfrentar a fome crónica, a desnutrição e a insegurança alimentar grave.

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A raiz deste problema não reside numa escassez absoluta de recursos, mas sim numa profunda assimetria na sua distribuição e, sobretudo, no flagelo do desperdício alimentar.

Nos países ditos "ricos" ou desenvolvidos, toneladas de alimentos perfeitamente consumíveis são deitadas fora diariamente ao longo de toda a cadeia de abastecimento — desde os campos agrícolas que rejeitam vegetais por razões puramente estéticas, passando pelos super e hipermercados, até ao desperdício doméstico nas nossas próprias cozinhas.

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Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) revelam que cerca de um terço de toda a comida produzida no mundo é perdida ou desperdiçada.

O volume de alimentos deitado ao lixo no Hemisfério Norte e no ocidente industrializado seria mais do que suficiente para erradicar, por si só, a fome nos países em desenvolvimento e nas regiões mais vulneráveis do globo.

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Desperdiçar comida significa também desperdiçar os recursos naturais finitos que foram necessários para a produzir: água, solo fértil, energia e trabalho humano, além de contribuir diretamente para a emissão de gases de efeito de estufa nos aterros sanitários.

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Como nos lembra a ilustração com clareza pedagógica, "Comida é direito. Não é desperdício."

O combate à fome exige uma transformação profunda nos hábitos de consumo dos países abastados e na formulação de políticas públicas mais equitativas.

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Reduzir as porções, reaproveitar sobras, apoiar circuitos curtos de distribuição e doar excedentários não são meras opções de estilo de vida, mas deveres éticos universais.

Garantir que o direito à alimentação seja uma realidade para todos implica reconhecer que a mesa do mundo é única e que a sustentabilidade do amanhã depende da consciência e da ação de hoje.

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Perante a evidência de que a produção alimentar global é suficiente para todos, considera que a chave para erradicar a fome passa essencialmente por uma mudança de atitude individual dos consumidores nos países desenvolvidos ou por uma reestruturação profunda das políticas do comércio internacional?

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Texto & Ilustração digital (IA): ©MárioSilva

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