MARYUS _ Fotografia_Pintura_AI

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"Não tenho nenhum talento especial.
Apenas sou apaixonadamente curioso."
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As Joias do Céu Transmontano: "Dois abelharucos (Merops apiaster) coloridos e atentos"

Fotografia de Mário Silva

As Joias do Céu Transmontano:

"Dois abelharucos (Merops apiaster) coloridos e atentos"

Há aves cuja beleza é tão exuberante que parecem ter sido pintadas à mão por um artista extravagante.

Na fotografia de Mário Silva, somos presenteados com a presença inconfundível de uma das espécies mais espetaculares da avifauna europeia: "Dois abelharucos (Merops apiaster) coloridos e atentos", alinhados sobre um cabo no coração de Trás-os-Montes.

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Esta imagem capta perfeitamente o equilíbrio entre o exotismo estético do abelharuco e a sua compostura de predador aéreo incansável.

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Uma Paleta Exótica em Solo Transmontano

Olhar para esta fotografia é ser transportado para um universo de cores vibrantes que contrasta com a sobriedade do céu neutro ao fundo.

 A “Merops apiaster” é amplamente considerada a ave mais colorida da Europa, e a composição de Mário Silva faz total justiça a esse título:

A Harmonia das Cores: A cabeça e o dorso ostentam tons quentes de castanho-avermelhado e dourado; a garganta brilha num amarelo vivo delimitado por um colar negro; e o peito desdobra-se num azul-turquesa/esmeralda hipnotizante.

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A Máscara de Caçador: A característica faixa preta que atravessa os olhos vermelhos funciona quase como a fita de um guerreiro ou uma máscara de proteção contra o encadeamento do sol.

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O Bico Esculpido: Longo, fino e ligeiramente encurvado, o bico negro é a ferramenta de precisão cirúrgica concebida pela evolução para capturar insetos em pleno voo.

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A Postura de Vigilância: Sentinelas dos Campos

O título da fotografia destaca com propriedade o adjetivo "atentos".

Pousados em paralelo sobre um cabo metálico — que serve de miradouro privilegiado nos campos abertos de Trás-os-Montes —, estes dois abelharucos não estão meramente a descansar.

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Os seus corpos ligeiramente inclinados para a frente e os bicos virados para o horizonte revelam um estado de prontidão absoluta.

A partir desta posição elevada, a ave consegue detetar o voo distante de uma abelha, vespa, libelinha ou escaravelho.

Num piscar de olhos, lança-se num mergulho acrobático, captura a presa no ar com um estalido preciso do bico e regressa ao mesmo pátio de pouso para saborear a refeição.

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Os Viajantes Sem Fronteiras

Estes "reis da cor" são visitantes de verão em Portugal.

Chegados da África Subsariana na primavera, encontram nos vales soalheiros e nas escarpas argilosas dos rios transmontanos o habitat ideal para nidificar, escavando túneis profundos nas barreiras de terra para criarem a sua prole.

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“A chegada do abelharuco a Trás-os-Montes é o aviso definitivo de que o calor se instalou, trazendo consigo o chilreio melodioso e metálico que ecoa pelos céus da província.”

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Através da sua objetiva, Mário Silva transformou um simples cabo elétrico numa passerelle de alta-costura da natureza, imortalizando um momento de cumplicidade e alerta destas duas sentinelas voadoras que enriquecem a biodiversidade do interior português.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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